sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A CÂMARA ANDANDO PARA TRÁS

Cada vez que se ouve falar em técnicas modernas de administração, o que logo se destaca é a descentralização das decisões. Assim, empresas e entidades que buscam melhorar fluxo e produtividade, procuram criar departamentos dedicados a assuntos específicos, para que as pequenas avaliações e decisões sejam direcionadas aos pontos mais importantes, sem que seja necessário ocupar toda a estrutura administrativa para todas as decisões.


No início do ano passado, ao entrevistar ao vereador Marcelo Cardona, percebi nele esta vontade de implementar comissões internas na Câmara, no sentido de agilizar as análises de projetos e encaminhar os assuntos com mais propriedade. Experiência de sua vivência empresarial.

Mas nesta semana o Legislativo foi contra o que se considera moderno em termos de gestão. Cardona, mais os vereadores Tuco e Laureno apresentaram a proposta da criação da Comissão de Educação, Saúde e Meio Ambiente. Incrivelmente foi rejeitada, justamente por vereadores que semanalmente batem nestes temas durante as sessões.

Não entendo como podem os Edis, que se dizem preocupados com estes assuntos – sobretudo a Saúde, tema preferencial da maioria – decidem que a Câmara não tem que ter um grupo específico para analisar projetos referentes.

O nome disto é ‘andar para trás’, retroceder do ponto onde estavam. É uma pena. Muitos saudaram a renovação de 50% do Legislativo nas últimas eleições. Os três proponentes são ‘novos’. O presidente, Schmitz, idem, mas não vota. Portanto, os ‘antigos’ têm maioria. Ou seja: não adiantou a renovação.

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